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quinta-feira, 3 de março de 2016

FBF atende pedido dos clubes e adia Série B do Baianão 2016

Por Comunicação FBF, 02 de Mar 2016 - 17h10

"Uma reunião de grande importância. Acredito que a mais proveitosa que já tivemos na minha gestão se tratando de Série B". Assim o presidente Ednaldo Rodrigues avaliou a reunião com clubes candidatos a participarem da Série B do Baianão 2016, nesta quarta-feira (2).
O encontro, na sede da Federação Bahiana de Futebol, foi esclarecedor e produtivo para os clubes e o futebol baiano. Mesmo antes do início das inscrições e do Conselho Técnico, na reunião já foram definidos detalhes importantes da competição.
Das 19 agremiações convidadas, 16 compareceram e contribuíram para o avanço na discussão de assuntos relevantes sobre a divisão de acesso à elite do Baianão. Atlético de Alagoinhas, Botafogo, Catuense, Grapiúna, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Ypiranga, Redenção, Atlântico, Camaçariense, Estrela de Março, Eunápolis, Guanambi e Poções foram representados por seus presidentes. O Cruzeiro enviou um representante.
No bate-papo com a diretoria da FBF, representada, além do presidente Ednaldo Rodrigues, pela diretora técnica Taíse Galvão, o subdiretor administrativo e financeiro Marcelo Araújo e o presidente da Ceaf-BA, Wilson Paim, os clubes foram unanimes ao solicitarem o adiamento do início da disputa. Diante das dificuldades apresentadas por cada um e para a realização de melhorias dos estádios, a entidade máxima do futebol baiano definiu e aprovou o início da Série B de 2016 para o dia 3 de julho, apenas no segundo semestre.
Por unanimidade, também, foi aprovada a sugestão do presidente do Atlântico Esporte Clube, José Carlos Nascimento. Para proporcionar um maior equilíbrio técnico entre os participantes e também propiciar a revelação de promessas para o futebol da Bahia, a Série B e o Torneio Seletivo, caso este ocorra, terá limite de idade para inscrição de jogadores, como já havia sido cogitado e proposto pela FBF em 2015. Cada clube poderá inscrever o máximo de 35 atletas, sendo 29 deles com idade máxima de 23 anos completados até dezembro e seis sem limite de idade.
Mas, o encontro também serviu como alerta aos clubes. A FBF, mais uma vez, ratificou a necessidade de cumprimento dos requisitos exigidos para participação nas competições. Na Série B, não será aceito que times joguem fora das suas cidades de origem. Portanto, cada agremiação deve apresentar os quatro laudos técnicos (Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Vigilância Sanitária e Engenharia) exigidos no ato da inscrição. O clube que não tiver os laudos não poderá mudar de cidade e será impossibilitado de disputar o campeonato.
Por conta disso, Camaçariense, da cidade de Camaçari, Cruzeiro, de Cruz das Almas, e Estrela de Março, de Salvador declinaram da participação, seja no Torneio Seletivo ou na Serie B. Ambos admitiram que os estádios das suas cidades não reúnem condições e não serão reformados a tempo de receber jogos profissionais em 2016. Estes clubes disputarão apenas competições de base até o final do ano.
 
Quanto aos demais. Atlético, que mandará seus jogos em Alagoinhas; Catuense, que aguarda a reforma do Estádio Antônio Pena, em Catu; Botafogo, que cumpre contrato com a prefeitura de Senhor do Bonfim; Grapiúna, que jogara em Itabuna; Itabuna, também na sua cidade; Jequié, quem permanece no Waldomiro Borges; Juazeiro, que permanecerá no Adauto Moraes; e Ypiranga, que utilizará o Estádio de Pituaçu já podem realizar suas inscrições, a partir desta quinta-feira (3), caso estejam com seus laudos técnicos em mãos, para a disputa da Série B. O Serrano, rebaixado da Série A em 2015, justificou que não participará de competições oficiais em 2016 para reestruturar o clube desde a Divisão de Base, e também viabilizar a construção do seu Centro de Treinamentos em um terreno próprio em Vitória da Conquista. O Rubro-Verde apenas disputará o Baianão Infantil e Juvenil, no segundo semestre.
Já Atlântico, que jogará em Pituaçu; Eunápolis, Guanambi e Poções, que ficarão nas suas cidades de origem; e Redenção, que apesar de ser de Salvador teve concedido o direito de mandar seus jogos em São Francisco do Conde devido ao grande número de clubes que já atua em Pituaçu, o que poderia acarretar em problemas para organização da tabela e marcação de jogos, por não terem disputado o acesso há três ou mais anos, caso também cumpram os requisitos, poderão se inscrever para o Torneio Seletivo. Deste, os dois melhores se habilitam a disputar a Série B. Porém, caso o número mínimo de quatro clubes para o Seletivo não seja alcançado nas inscrições, ou alguns dos clubes em atividade na Série B não se inscrevam, este Torneio poderá não ser realizado e os seus participantes diretamente incluídos na disputa do acesso.
Definidos os últimos detalhes, os clubes terão até o dia 4 de abril, impreterivelmente, para realizarem suas inscrições. Após o encerramento do prazo, a FBF convocará aqueles que tiverem suas inscrições deferidas para a realização, ainda em abril, da Reunião do Conselho Técnico, onde será definida a fórmula de disputa.
Benefícios –A FBF também anunciou, na oportunidade, a manutenção dos benefícios já concedidos aos clubes na edição da Série B de 2015. As taxas de arbitragem, transporte, hospedagem e impostos dos árbitros serão todos pagos pela entidade. Ainda para ajudar as agremiações, a FBF continuará destinando a cota de 5% das rendas dos jogos que é sua de direito, por Lei, às equipes, como forma de apoio financeiro. Por fim, as taxas de transferências e inscrições de atletas permaneceram com descontos de 50%.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Abertura da Copa do Descobrimento faz a festa do torcedor

Por Comunicação FBF, 01 de Mar 2016 - 13h56

Com uma grande festa de cerimônia de abertura, foi iniciada na tarde do último domingo (28), em Eunápolis, a IV Edição da Copa do Descobrimento Schin de Futebol de Seleções.

A partida, que contou com a presença de dirigentes, patrocinadores, autoridades e profissionais da imprensa esportiva da região sul, além do  idealizador da competição, Luciano Santos, foi prestigiada também por centenas torcedores nas dependências do estádio municipal.
 
 
Já dentro de campo, o confronto entre Eunápolis e a Associação Atlética Portela de Teixeira de Freitas terminou empatada por 1x1, com equilíbrio nos 90 minutos.
 
Nesta edição, 13 agremiações disputam a Copa do Descobrimento, que ofertará ao campeão R$ 20 mil reais em dinheiro, mais troféus e medalhas e por vice-campeão R$ mil reais, além de troféus e medalhas.
 

Por fim, Luciano Santos, idealizador  da maior competição amadora do sul baiano, fez questão de agradecer a torcida presente e também aos clubes. “A cada ano estamos buscando mais inovações para a Copa do Descobrimento Schin, isso mostra o comprometimento e respeito que temos pelo torcedor e principalmente aqueles que adoram a nossa competição”
 
O complemento da rodada acontece no próximo final de semana. 


Fotos: Geovan Santos / Ligeirinho no Esporte

FBF ANTECIPA HORÁRIO DE BAHIA X GALÍCIA NO DIA 9


Com dois jogos do Bahia programados para o dia 9, um pela Copa do Nordeste e outro pelo Baianão 2016, o torcedor corria o risco de ter que escolher uma das partidas para assistir. Os duelos com a Juazeirense, pela 5ª rodada da competição regional, e contra o Galícia, pela 4ª rodada do estadual estavam marcados para as 21h45.

Mas, os tricolores não precisaram ter a difícil escolha de qual partida acompanhar. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) anunciou, nesta terça-feira (1º), a antecipação do horário do confronto entre o Esquadrão e o Granadeiro.
Bahia e Galícia agora se enfrentarão às 19h30 do dia 9, na Arena Fonte Nova. A mudança, além de desejo da FBF para beneficiar o clube e seus torcedores, atende à uma solicitação do Sportv Premiere, dono dos direitos de transmissão do Baianão em TV Fechada, para ajustes na sua grade de programação, e também da própria diretoria do clube, para evitar o choque de horários.
Assim, os tricolores poderão comparecer à Arena Fonte Nova para acompanhar a partida contra o Azulino, pelo Baianão, e assistir ao duelo com o Cancão de Fogo, às 21h45, no Adauto Moraes, pela Copa do Nordeste, que será transmitido em TV aberta para todo o estado. A entidade divulgou a alteração através da RDT-18/16.


Confira abaixo a RDT e a tabela com novo horário de Bahia x Galícia:
RDT-18/16
Tabela Baianão

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

MORRE LÉO BRIGLIA

ÚLTIMA VISITA NA PONTA DA TULHA, JUCA LÉO E TASSO

Léo Briglia (Itabuna, 29 de agosto de 1928) é um ex-futebolista brasileiro. Destacou-se no Bahia na década de 1950, e foi o artilheiro da primeiro edição do Campeonato Brasileiro, em 1959. Nesta edição, marcou gols em todas as partidas e foi um dos principais responsáveis pela conquista histórica do Esquadrão de Aço, primeiro campeão brasileiro. O itabunense Léo Briglia, irreverente, boêmio e, acima de tudo, o craque que ganhou as páginas dos principais jornais e revistas do país, chegou a ser convocado para a Seleção. Mas problemas físicos o impediram e ele foi substituído pela maior estrela do futebol brasileiro, o rei Pelé.
Léo foi “descoberto” quando atuava pela (Fube) - Federação Universitária Baiana de Esportes numa preliminar de Bahia e América em Salvador. Suas jogadas despertaram a atenção do técnico Grita, um Uruguaio, que o convidou para jogar no Rio. Sabendo que o pai não concordaria, ele saiu de casa às escondidas. “Minha família soube pelos jornais e revistas, quando eu já estava jogando no América”, conta.
No Rio, os treinos eram realizados no campo do Vasco. Ao observar a atuação do jogador, o técnico do Vasco, Flávio Costa, o convidou para o clube, só que, àquela altura, ele já havia assinado contrato com o América. Mas havia um problema: o pai de Léo teria que assinar o contrato. Prevendo a resistência, foi enviado um diretor importante politicamente, o Ministro do Trabalho, que foi a Salvador, onde a família tinha residência para os filhos estudarem. Porém, o pai do jogador, o coronel de cacau Francisco Briglia, não levou o poder político em consideração. “Ele rasgou o contrato e xingou o ministro, dizendo, você é descarado igual a Léo”, conta o ex-jogador.
Mas “arranjaram um jeitinho” pra Léo continuar no Rio. O vice-presidente do América era juiz de Direito e assinou o contrato se responsabilizando pelo jogador, que permaneceu no clube durante três anos, de 1947 a 1949. Neste último ano, aconteceu algo inesperado: o América veio jogar em Ilhéus. Léo se hospedou, junto com a equipe, no Ilhéus Hotel e decidiu visitar os familiares em Itabuna. Quando chegou, recebeu voz de prisão do irmão, Eudes Briglia, que era delegado, ao tempo em que ouvia o vozeirão de Chico Briglia, aos berros: “Você não vai voltar mais, seu moleque vagabundo!”.
O jeito foi ficar por aqui, jogando nos times de Itabuna contra os de fora, a exemplo de Bahia, Botafogo e Ipiranga. “Nós papávamos todos eles”, diz orgulhoso. Quando o futebol itabunense entrou em declínio, em 1953, ele foi para o Colo-Colo de Ilhéus. O “Tigre” foi campeão em 1953 e 1954 e Leo o artilheiro absoluto. Depois do Colo Colo, conseguiu um emprego de auditor fiscal em Salvador, através do Governador Juracy Magalhães, seu padrinho. Lá, foi recusado pelo Vitóriae enfrentou resistências para ser contratado pelo Bahia, por causa da fama de boêmio.
Em 1958, Leo Briglia foi convocado para a Seleção Brasileira, pelo técnico Vicente Feola. Mas foi cortado dezoito horas antes do embarque para a Suécia, porque seu ex-treinador do Fluminense havia declarado a um importante jornal da época, que o joelho do atleta estava lesado e seus dentes tinham muita cáries. Por isso, ficou definitivamente fora da Seleção. Foi substituído por Dida, do Flamengo. Em relação às cáries, vale lembrar que todos os seus dentes foram extraídos e, dias depois, substituídos por uma dentadura.
Sobre o corte na Seleção, Léo fala conformado que futebol tem dessas coisas e afirma que neste incidente houve um aspecto positivo, que foi a oportunidade dada àquele que se tornou a maior estrela do futebol brasileiro. "Se eu fosse para a Suécia, o Pelé não iria brilhar porque não teria a oportunidade de jogar, pois a posição era minha e não lha daria esta chance. Mas era pra ser Pelé e assim foi", diz Léo Briglia.
Léo tentou jogar no Vitória, mas o dirigente rubro negro Ney Ferreira não aceitou, argumentando que ele estava velho, decadente e em fim de carreira. Com a negativa, o ex-jogador e técnico do Bahia, Geninho sugeriu sua contratação ao presidente do clube, Osório Vilas-Boas, que reagiu de forma semelhante, argumentando que “Léo bebe muito e é irresponsável”.
Geninho insistiu, assumindo um arriscado compromisso: “Contrate Léo que eu lhe dou a Taça Brasil de presente”.
Por ironia, foi no Bahia que viveu sua melhor fase como jogador de futebol. O clube foi para a final da Taça Brasil, numa melhor de três, contra o Santos. A primeira,em plena Vila Belmiro,o Bahia surpreendeu o Santos ao vencer por 3x2. No segundo confronto na Fonte Nova perdeu por 2x0. Mas venceu a partida decisiva em campo neutro, e sagrou-se o primeiro campeão da Taça Brasil, derrotando o time de Pelé por 3x1 na final no Maracanã. Leó, que havia marcado gols em todas as partidas, fez um golaço na decisiva e consagrou-se artilheiro do campeonato. No final do jogo, Osório Vilas-Boas foi parabenizá-lo, mas não conseguiu pronunciar nem uma palavra. As lágrimas falaram por ele.
Mas Leo, além de ser o primeiro artilheiro do Brasil, teve vários outros títulos conquistados. Entrou e colocou a Bahia numa das páginas de maior destaque do nosso futebol. Auditor Fiscal aposentado, pai de 16 filhos, resultado de 14 casamentos, Leo atualmente mora na Ponta da Tulha, em Ilhéus, onde ainda aprecia a boemia e recorda com felicidade a duradoura fase áurea da sua carreira.

Das suas histórias envolvendo mulheres e bebidas, uma aconteceu no Fluminense do Rio. O time estava concentrado num hotel para o clássico contra o Vasco no dia seguinte. Ele não resistiu a um convite e fugiu para uma festa numa boate. De madrugada, apareceu o técnico Zezé Moreira e o levou para o hotel. Lá, às quatro da manhã, ouviu a sentença: “Enquanto eu estiver aqui, você não veste mais a camisa do Fluminense. Mas não vou dizer pra ninguém, por que lhe tirei do time”. Porém, um incidente levou o técnico a mudar os planos: um jogador se machucou e Leo foi convocado. Entrou, fez dois gols e o Fluminense venceu por 5X2.

NOTA DE PESAR


Faleceu na quarta-feira, 24, em sua residência no Bairro Mangabinha, o desportista itabunense Adonias Bomfim de Oliveira, que já estava com problemas em sua saúde. Adonias por quase 50 anos comandou a secretaria da Liga Itabunense de Futebol - LIF, fazendo um excelente trabalho. 
Na secretaria da LIF, Adonias ficou responsável pela parte de estatística do Campeonato Amador de Itabuna e do Campeonato de Base, como: classificação geral, números de jogos realizados, quantidade de gols marcados, cartões recebidos pelos atletas, elaboração de convites para as equipes participantes, entrega de súmula para a arbitragem, distribuição de gandulas durante os jogos das competições e diversos afazeres dentro de sua função.
Desde 1969 fazendo parte da secretaria da LIF – Liga Itabunense de Futebol, Adonias Bonfim de Oliveira, conheceu vários presidentes e interventores com quem teve o prazer de trabalhar e numa seqüência de dezenove nomes ele cita, Osvaldo Benevides (com quem começou), Nilton “De Aço”, Vanderley Machado, David Marinho, Orlando Lemos, Wilson Santos, Valteon Bernanrdes, Pedro Ivo Barcelar (interventor), Manoel Leal (interventor), Acrisio Dantas (interventor), Cosme Antônio Pereira Ivo, José Inácio Damasceno, Rosalvo Santos, Silvio Roberto (Bob), Dr. Mirson Alberto, Joel Alves, Genildo Barros (Maradona), Roberto Carlos (Deco) e por fim, Élson Ramos.

Nos tempos do campo da velha Desportiva Itabunense, Adonias mantinha uma equipe de futebol de base, que tinha o nome e as cores do seu time de coração: Fluminense, que revelou grandes atletas para o futebol profissional, entre eles Paulinho Alagoinhas e Sandro.

INTERBAIRROS 2017 RODADA 2 SEGUNDA FASE