quinta-feira, 1 de maio de 2008

São Paulo segura empate em Montevidéu


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Bem taticamente, Tricolor leva para o Morumbi a decisão por uma das vagas nas quartas-de-final da Copa Libertadores.


Se empatar fora e apostar na força da sua torcida dentro de casa é uma boa fórmula para conquistar a Libertadores, o São Paulo está no caminho certo. Nesta quarta-feira à noite, em Montevidéu, o Sampa segurou o Nacional e garantiu o empate sem gols, pela primeira partida das oitavas-de-final da competição.A igualdade, de certa forma, é favorável ao Tricolor paulista, que decidirá uma vaga nas quartas-de-final na próxima quarta-feira, no Morumbi. No entanto, um novo empate, mas desta vez com gols, poderá eliminar o clube brasileiro - gols fora de casa servem como critério de desempate.Mas nada disso é capaz de estragar a boa atuação do São Paulo no Uruguai. Bem taticamente, o técnico Muricy Ramalho armou bem sua equipe e soube explorar as deficiências do time adversário. Resultado? Mais posse de bola e comando do jogo.Lotado, o estádio Parque Central seria um grande trunfo do Nacional. No entanto, o barulho das arquibancadas ficou apenas fora das quatro linhas. Nem os gandulas, que prometeram expulsar Adriano de campo, surtiram efeito. Dentro de campo, os uruguaios apostaram na bola aérea, mas o grandalhão Morales não conseguiu se livrar da boa marcação são-paulina.A bola aérea, aliás, predominou em toda primeira etapa. Se o Nacional versão 2008 apostou neste tipo de fundamento, o São Paulo, especialista no assunto, não deixou por menos. Sem se intimidar com os torcedores uruguaios, o Tricolor se impôs em campo e jogou de igual para igual nos 45 minutos iniciais. Porém, as duas equipes pecaram na hora do último toque.A catimba sul-americana, que faltou no primeiro tempo, ficou explicita no ínicio da etapa final. Fábio Santos, que acabara de entrar no lugar de Zé Luis, se desentendeu com o adversário e, por pouco, uma confusão não se instalou em campo. A partir daí, o Nacional exagerou nas jogadas violentas e era beneficiado pela passividade do árbitro.Mesmo jogando fora de casa, o Tricolor paulista fez uma das suas melhores exibições na Libertadores deste ano. O time paulista soube segurar o ímpeto uruguaio e foi mais perigoso ao longo de toda partida. Hugo e Éder Luis só não abriram o placar, pois não souberam ter a calma necessária para isso.No final, a tradicional pressão do mandante prevaleceu. Os torcedores são-paulinos que já acreditavam no empate, ficaram apreensivos. Mas, a decisão ficou mesmo para o Morumbi, onde o São Paulo venceu os três jogos da fase de grupo.